Pavón na mira do Atlético-MG: clube encomendou análise jurídica da acusação de estupro

Não foi somente a velocidade, a idade, a capacidade de dar passes e assistências, ou a polivalência no ataque que o Atlético-MG destrinchou quando passou a ter Cristian Pavón como um sério candidato a reforço para o segundo semestre. O Galo se aprofundou também na acusação de estupro contra El Kichán, feita em 9 de novembro de 2020, e sem ainda uma decisão final jurídica.

O Atlético contratou um profissional para ir até a Argentina e ter acesso a autos do processo judicial, bem como a investigação da Polícia Judiciária. O relato da vítima foi considerado “sério e crível” para a abertura de um procedimento de apuração de provas. Entretanto, o trabalho encomendado pelo Galo levou a um relatório em que as provas da investigação não conseguiram concluir a acusação.

– Após analisar as investigações realizadas e consequentemente o conjunto de provas levantadas, o “Ministério Público” opinou e solicitou o “fim do procedimento” seja por: (i) considerar que o atleta não cometeu o ato; (ii) ou, pela ausência completa de provas contra o atleta, ainda que ele tenha praticado algum ato – diz parte do trecho do relatório enviado ao Galo (veja na íntegra no fim). Este relatório foi publicado inicialmente pelo portal Fala Galo. O ge também teve acesso.

Cristian Pavón tem contrato a ser encerrado no Boca em 30 de junho — Foto: Reproduçã

Cristian Pavón tem menos de seis meses de contrato no Boca Juniors (acaba em junho), seu staff entrou em rota de colisão com os dirigentes, o seu contrato está desvalorizado no câmbio do dólar, e tudo indica que ele se tornará mais um reforço do Galo para 2022, ainda que o clube não confirme interesse ou proposta.

Inclusive, a informação que chegou até a diretoria do Atlético é que “o atleta e a suposta vítima formularam um acordo para que não houvesse mais exposição midiática, “novas acusações”, recursos judiciais, tudo com a finalidade de se colocar um ponto final definitivo e integral nesse caso; de maneira que a imagem de ambos não fossem ainda mais danificada”.

Cristian Pavón foi acusado de violência sexual por Gisela Doyle, durante uma festa na cidade natal do jogador, Córdoba. No relatório encomendado pelo Atlético, há a informação que Pavón “teria participado de episódio similar (violência sexual)” no passado, mas sem produção de denúncia.

Veja o relatório enviado ao Atlético

“Acusação: em 09.11.2020 a suposta vítima acusou o atleta de ter cometido estupro. Os fatos teriam ocorrido em 31.10.2019/01.11.2019. Diante do relato da vítima, a Polícia Judiciária considerou-o sério, crível e suficiente para se abrir uma investigação criminal para apurar a situação, levantar provas e avaliá-las.

Análise das provas: diversas provas foram colhidas: depoimentos de testemunhas, provas documentais, trocas de mensagens, postagens em redes sociais e perícias psicológica, psiquiátrica e interdisciplinares.

Todas as provas apontaram no mesmo sentido, isto é, não conseguiram comprovar que houve ato sexual, e menos ainda, que se houve, tivesse sido contrário a vontade da suposta vítima.

Inclusive, a prova pericial de análise psicológica caminhou no mesmo sentido das demais, corroborando a ausência de provas ou circunstâncias incriminatórias e sinalizando a possibilidade da versão da suposta vítima ter características confabularias (contradições, confusões e alguma inconsistência).

Conclusão: após analisar as investigações realizadas e consequentemente o conjunto de provas levantadas, o “Ministério Público” opinou e solicitou o “fim do procedimento” seja por: (i) considerar que o atleta não cometeu o ato; (ii) ou, pela ausência completa de provas contra o atleta, ainda que ele tenha praticado algum ato.

Ainda, o atleta e a suposta vítima formularam um acordo para que não houvesse mais exposição midiática, “novas acusações”, recursos judiciais, tudo com a finalidade de se colocar um ponto final definitivo e integral nesse caso; de maneira que a imagem de ambos não fossem ainda mais danificada.

Obs. (1): toda essa análise depende da chancela do Poder Judiciário, mas, a princípio, tudo leva a crer que a decisão final caminhará nesse sentido. Ou seja, em termos formais e jurídicos, ainda não há um ponto final.

Obs. (2): o atleta teria participado de um outro episódio similar (em s

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