Defesa nega que filho tenha matado Marta e aguarda exames para pedir liberdade

None
(Reprodução)

A Defesa de Matheus Gabriel Gonçalves dos Santos, nega que o jovem de 18 anos, seja o autor do homicídio da mãe, Marta Gouveia encontrada às margens da rodovia BR-060, em Nova Andradina.

O advogado Henaglyton Corneto disse ao Jornal Midiamax que Gabriel estava dormindo quando foi acordado pelo irmão mais novo, de 11 anos, dizendo sobre o desaparecimento da mãe. Imediatamente, ele saiu para ajudar a procurá-la.

Ainda segundo o advogado, o autor do crime seria um parente do ex-marido de Marta, mas a possível motivação não foi revelada por Henaglyton, que afirmou que espera pelos resultados de exames pedidos, coleta de material genético, para entrar com pedido de revogação da prisão de seu cliente.

Já sobre o fato de Matheus ter dito em depoimento que ‘tinha outros planos’ que era servir o Exército, o advogado relatou que na realidade, o jovem estava tentando encontrar um meio de sobreviver, após a morte da mãe. Matheus está preso desde o dia 4 de fevereiro.

No dia 25 de janeiro, dois dias depois após a morte de Marta, o jovem prestou depoimento e disse que “senti grande aflição ao saber da morte da minha mãe, mais pelos meus irmãos porque eu já estava com outros planos”.

Os planos de Matheus seria servir o Exército, em Aquidauana, onde acabou preso no dia 4 de fevereiro. O rapaz ainda contou que Marta queria mudar de cidade, já que não estava conseguindo arrumar emprego na sua área, técnica de enfermagem. Segundo o rapaz, a mãe estava trabalhando como cuidadora de um cadeirante.

Depoimento

Em depoimento, Matheus disse que havia chegado até a delegacia no dia do desaparecimento para registrar a ocorrência do sumiço de Marta, mas que ao chegar na porta desistiu, indo embora para casa por volta das 9h40 da manhã de 23 de janeiro.

Seis horas depois, o corpo de Marta acabou encontrado às margens da rodovia MS-276. Ela estava seminua e tinha sido assassinada com 30 facadas na cabeça e no pescoço. Frio e calculista, Matheus ainda chegou a dizer no depoimento: “senti grande aflição ao saber da morte da minha mãe, mais pelos meus irmãos porque eu já estava com outros planos”.

Os planos de Matheus seria servir o Exército, em Aquidauana, onde acabou preso no dia 4 de fevereiro. O rapaz ainda contou que Marta queria mudar de cidade, já que não estava conseguindo arrumar emprego na sua área, técnica de enfermagem. Segundo o rapaz, a mãe estava trabalhando como cuidadora de um cadeirante.

Ainda segundo o depoimento de Matheus, a mãe pretendia mudar para Maringá e todos iriam com ela. Na semana anterior a sua morte, a vítima teria conversado com várias pessoas, inclusive em Maringá, na tentativa de arrumar uma casa para fazer a mudança. Matheus ainda contou que a mãe pretendia ir até o estado paranaense em busca de conseguir uma residência para alugar.

Matheus relatou que próximo ao horário do almoço quando já estavam todos a procura de Marta, ele chegou a ligar do celular do irmão de 11 anos para o Ciops para falar sobre o sumiço de sua mãe, mas foi informado que teria que ligar na delegacia de Polícia Civil, mas ele não ligou.

Já na delegacia quando soube que o corpo de uma mulher havia sido encontrado às margens da rodovia, naquele momento soube que era sua mãe e que tentou quebrar seu celular por aflição. Posteriormente, o aparelho de Matheus acabou apreendido pela polícia. O rapaz ainda disse que a mãe era explosiva com os filhos e que o relacionamento dos dois se tornou mais próximo nos últimos tempos.

Exames para saber se Marta sofreu violência sexual foram solicitados, mas ainda não ficaram prontos.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado.