Em Nova York, 3 mil servidores poderão ser demitidos por recusarem vacina contra a Covid-19

Mais de três mil funcionários da Prefeitura de Nova York, nos Estados Unidos, poderão ser demitidos a partir desta sexta-feira (11) por se recusarem a tomar a vacinar contra a Covid-19.

O alerta foi dado pelo prefeito Eric Adams, que manteve a política de obrigatoriedade da vacina para os funcionários contratados pela cidade. Policiais, bombeiros e professores estão na lista.

“Devemos ser bastante claros”, disse Adams em entrevista coletiva na quinta-feira (10). “As pessoas têm que se vacinar para serem funcionários da cidade de Nova York. Todo mundo entende isso.”

“Não não os estamos demitindo”, acrescentou o prefeito. “Eles estão escolhendo sair. A responsabilidade é clara.”

 

A obrigação da vacina para os servidores municipais começou na cidade em outubro do ano passado e 95% dos funcionários municipais vacinaram-se com pelo menos uma dose, segundo balanço oficial.

A perda destes três mil funcionários representaria menos de 1% de todos os contratados pela cidade, segundo estimou o jornal “The New York Times”.

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Resistência de sindicatos e trabalhadores

 

Medidas parecidas também foram impostas em outras cidades e estados americanos.

Em Boston e Chicago, elas não foram bem recebidas por sindicatos, já em San Francisco, no estado de Washington e Massachusetts, centenas já perderam o emprego.

Em Nova York, organizações sindicais entraram na justiça para tentar reverter a obrigatoriedade da vacina para funcionários públicos.

Representantes dos trabalhadores afirmaram que as demissões poderiam prejudicar o funcionamento da cidade e dos serviços essenciais de emergência.

A Prefeitura, por outro lado, disse que o número de dispensas não afeta os serviços da cidade uma vez que a maior parte dos três mil funcionários já está afastada, sem remuneração, há alguns meses.

Além disso, a administração de Nova York afirma que espera que o número caia ainda mais, e que já há uma movimentação dos trabalhadores para se vacinar.

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