‘Menino bom’, contam vizinhos sobre executado a tiros em Campo Grande

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(Henrique Arakaki, Midiamax)

“Era um menino muito bom”, disse a idosa de 65 anos, moradora da casa onde Pedro Henrique Alves da Silva Valêncio, de 26 anos, foi assassinado, na Vila Eliane, em Campo Grande, na noite dessa quinta-feira (10). Ele estava na companhia de amigos bebendo cerveja quando foi executado.

A moradora da casa contou ao Jornal Midiamax que estava na chácara quando o crime aconteceu e ao voltar encontrou o neto, amigo de Pedro, ainda assustado com o crime. Ele não soube dizer quem seriam os atiradores já que, segundo o rapaz, estavam encapuzados e com metralhadoras.

Os tiros atingiram janelas e o muro da casa. A idosa ainda disse que não sabia de nenhum desafeto de Pedro, que segundo a moradora vivia na casa dela tomando tereré com seu neto.

Pedro Henrique já tinha passagens por ameaça, violência doméstica, e em junho de 2020 tentou matar a tiros Ailton Larucci, conhecido como BMW do PCC (Primeiro Comando da Capital). O crime ocorreu no dia 30 de junho de 2020, quando Pedro — que estava na companhia de outro homem em um carro de cor vermelha — ao ver o BMW do PCC fez disparos que atingiram abdômen, perna e braços da vítima, que foi socorrida e levada para a Santa Casa.

Cinco meses depois, Ailton Larucci acabou assassinado no Jardim Zé Pereira. Antes disso, ele já havia sofrido um atentado. Nesta ocasião, os atiradores estavam em uma motocicleta sem a placa para dificultar a identificação do veículo.

Pedro ainda tinha passagens por ameaça em 2019, e mais duas por violência doméstica em 2021. O rapaz foi executado a tiros por volta das 21 horas, quando ele estava na companhia de amigos bebendo cerveja. Os atiradores passaram em dois veículos, dois homens desceram e se aproximaram do portão da residência e atiraram contra a vítima. Um dos tiros acabou pegando de raspão no ombro de um dos amigos de Pedro.

Pedro foi atingido várias vezes pelos tiros. O dono da casa fugiu e se escondeu com medo, e ao voltar percebeu os atiradores fugindo nos veículos. O pai da vítima foi até o local do crime, sendo encontrado pelos policiais abraçado ao corpo do filho.

Os atiradores, segundo informações, passaram ao menos três vezes em alta velocidade em frente à residência antes do crime. Os dois homens encapuzados então desceram do Pálio, e o terceiro autor chegou até o portão com um fuzil e também teria efetuado disparos. Já os ocupantes do Gol ficaram em uma esquina próxima.

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