Mourão diz que deve deixar PRTB e se filiar ao Republicanos para disputar Senado pelo RS

O vice-presidente Hamilton Mourão disse nesta terça-feira (15) que está “praticamente” decidido que se filiará ao Republicanos para disputar uma vaga no Senado pelo Rio Grande do Sul.

Mourão atualmente está filiado ao PRTB, partido pelo qual concorreu ao cargo de vice na chapa do presidente Jair Bolsonaro em 2018.

Republicanos é um dos partidos do chamado “Centrão”, agrupamento de deputados que dá apoio ao governo Bolsonaro na Câmara.

O vice-presidente, Hamilton Mourão, durante audiência na Câmara em novembro — Foto: Dida Sampaio/Estadão Conteúdo

O vice-presidente, Hamilton Mourão, durante audiência na Câmara em novembro — Foto: Dida Sampaio/Estadão Conteúdo

O vice-presidente deu as declarações após se reunir com o presidente do Republicanos, deputado federal Marcos Pereira (SP).

“Conversamos aí sobre a minha candidatura no Rio Grande do Sul. Alinhavando aí as nossas percepções e a probabilidade de eu me juntar ao partido dele”, afirmou Mourão.

Questionado se a decisão já estava tomada, o vice respondeu: “Praticamente sim”. Segundo Mourão, o Republicanos espera o “momento” para anunciar a filiação.

Mourão também negociava o ingresso no PP, do ministro-chefe da Casa Civil da Presidência, Ciro Nogueira. Na segunda (14), Mourão disse que discutia somente com os dois partidos, ambos da base do governo Bolsonaro.

Vice de Bolsonaro em 2022

 

Ao longo de três anos de governo, a relação entre o presidente e Mourão foi marcada por críticas de Bolsonaro, que, entre outras discordâncias, considera que o vice fala demais nas entrevistas.

O presidente chegou a dizer que Mourão “por vezes atrapalha”, mas “tem que aturar”. Por outro lado, Bolsonaro confiou a Mourão o comando do Conselho Nacional da Amazônia Legal, órgão que coordena a atuação do governo na área.

Bolsonaro ainda não definiu quem será o vice na campanha pela reeleição. Um dos nomes cotados é o do atual ministro da Defesa, o também general Walter Braga Netto.

Há também uma articulação para que o presidente opte por um nome político, como a atual ministra da Agricultura, Tereza Cristina, que está licenciada do mandato de deputada federal.

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