Moradora do ES que morreu em voo de SP para Paris foi vítima de trombose

A dona de casa Maria de Lourdes Araújo dos Santos, de 75 anos, que morreu em um voo que seguia de São Paulo para Paris, na França, na última segunda-feira (14), foi vítima de uma trombose. A informação foi confirmada pela família dela.

Maria passou mal durante uma viagem no voo LA702, da companhia aérea Latam e chegou a ser socorrida, mas não resistiu. Com a morte da passageira, a aeronave precisou fazer um pouso não programado em Madri, na Espanha.

Maria de Lourdes tinha 75 anos e nasceu na Bahia, mas morava em Cariacica, na Região Metropolitana do Espírito Santo, há 30 anos. A idosa tinha como destino a capital francesa, onde moram cinco filhos dela.

De acordo com o laudo que foi repassado pela perícia à família, a trombose foi responsável pelo mal súbito. Trata-se da formação de um coágulo no sangue em uma ou mais veias grandes das pernas e das coxas. O coágulo bloqueia o fluxo sanguíneo, causando inchaço e dor.

Quando esse coágulo se desprende e se movimenta na corrente sanguínea, ocorre a embolia. No caso de Maria de Lourdes, a família informou que o coágulo se alojou no coração.

Filho aguardava a chegada da mãe no aeroporto

 

Uma das filhas da dona de casa, a cabeleireira Lucilene Araújo dos Santos, de 49 anos, mora em Paris há quatro anos. Ela contou à Rede Gazeta que um dos irmãos estava no aeroporto aguardando a chegada da mãe, que desembarcaria 14h16 da segunda, no horário local, mas o voo não chegou na hora prevista.

Segundo Lucilene, os funcionários da Latam não sabiam informar o motivo do atraso do voo. Foi só quando um outro familiar de Lourdes que estava na mesma aeronave comunicou à própria mãe que havia pousado em Madri, que os filhos de Lourdes souberam que a mãe havia passado mal. Ainda assim, a companhia aérea não tinham mais informações sobre o ocorrido.

“Alguém de Madri informou à Latam daqui [de Paris] que a passageira teria ido a óbito. Leandro então se deslocou nesta terça-feira, logo cedo, para a Espanha e está lá o dia inteiro. A empresa de lá diz que a responsabilidade é da companhia instalada no Brasil, e ele não sabe como resolver a situação ainda”, relatou Lucilene, filha de Lourdes.

 

Esta seria a terceira viagem que Lourdes fazia para França para encontrar os filhos. Em 2012 e em 2019, ela visitou a capital francesa acompanhada do marido.

“Desta vez, ela parou definitivamente em Madri. Mas deixa uma memória que eu não tenho nem palavras. Cumpriu a missão dela com os filhos, com o esposo, com os netos, bisnetos e milhares de amigos que ela tinha”, contou Lucilene.

 

A dona de casa deixou sete filhos, 24 netos e oito bisnetos. A família optou por cremar o corpo dela na Espanha, já que o translado para o Brasil poderia ser um processo demorado.

O voo LA702 saiu do Aeroporto de Guarulhos, às 23h05 do domingo (13), com destino a Paris.

A companhia aérea disse em nota que “se sensibiliza com o ocorrido”.

“Desde o início da ocorrência, a empresa seguiu todos os procedimentos necessários a bordo e, já em Madri, providenciou que o sobrinho que a acompanhava no voo prosseguisse para Paris. Em paralelo, também providenciou que o seu filho viajasse de Madri para Paris em voo da Iberia“, diz parte da nota.

 

Latam divulgou ainda que, no aeroporto de Madri, “prestou todos os esclarecimentos para o filho da passageira e providenciou hotel e alimentação na capital espanhola para assegurar os procedimentos necessários”.

“A Latam também esclarece que o atendimento médico a bordo de todos os voos é realizado de forma voluntária. Os tripulantes anunciam a emergência de saúde a todos os passageiros para que médicos voluntários possam se apresentar para esse atendimento. A empresa conta com kits médicos de primeiros socorros e com desfibriladores em todas as suas aeronaves, inclusive com mais itens do que exige a legislação de cada país onde a companhia opera”, diz trecho da nota.

A companhia informou também que tem parceria com empresa de telemedicina que pode prestar atendimento remoto em caso de ausência de médicos a bordo, ou até mesmo assessorar remotamente os médicos que estiverem a bordo.

“Em casos mais graves, como o do voo de São Paulo para Paris, a Latam segue o procedimento indicado e busca o aeroporto mais adequado para o atendimento médico”, divulgou a empresa

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