Análise: São Paulo se torna refém mais uma vez da bola aérea e escancara dificuldade de definição

Mais uma noite no Morumbi. Mais uma noite em que o torcedor sai frustrado. E mais uma noite em que o São Paulo se mostrou refém das bolas levantadas na área quando o time adversário joga com linhas baixas na defesa.

empate sem gols contra a Inter de Limeira na última quinta-feira, pela sétima rodada do Campeonato Paulista, pareceu uma reprise dos últimos jogos do Tricolor na temporada, principalmente dentro de casa.

A equipe comandada por Rogério Ceni até tentou ter criatividade com a bola nos pés, com jogadas de profundidade e chutes de fora da área, mas isso durou apenas 30 minutos. Depois disso, o São Paulo reviveu os mesmos problemas que o perseguem em 2022.

Arboleda tenta cabeçada em São Paulo x Inter de Limeira — Foto: Marcos Ribolli

Arboleda tenta cabeçada em São Paulo x Inter de Limeira — Foto: Marcos Ribolli

Sem conseguir por baixo, o jeito foi tentar por cima, com cruzamentos e “chuveirinhos” para dentro da área. Em algumas ocasiões a tática até funcionou, como a chance dentro da pequena área de Calleri e as bolas na trave de Reinaldo e Eder. Mas foi muito pouco para o atual campeão do Paulistão.´

As chances desperdiçadas também mostraram outra característica desse time: a dificuldade na definição das jogadas. Quando a chance aparece, raras são as vezes em que o gol sai com naturalidade.

E esse problema não é de hoje. Com o técnico Hernán Crespo, em 2021, o elenco são-paulino já demonstrava a dificuldade em “matar jogos”. Em diversas situações o antigo treinador citou tal deficiência do ataque.

Após seis jogos, o São Paulo tem seis gols marcados, o que representa uma média de um gol por jogo. Metade desses gols, porém, são de Calleri, o artilheiro da equipe na temporada.

Arboleda e Calleri durante São Paulo x Inter de Limeira — Foto: Marcos Ribolli

Arboleda e Calleri durante São Paulo x Inter de Limeira — Foto: Marcos Ribolli

Neste início de temporada, Rogério Ceni tem feito diversos testes no ataque para achar a formação ideal, mas até o momento parece não ter chegado a uma definição.

Contra a Ponte Preta, no último final de semana, os escolhidos foram Eder, Rigoni e Alisson. Mas quem marcou o gol da vitória foi Calleri, que saiu do banco de reservas.

Diante da Inter de Limeira, Calleri voltou ao time titular, tendo Marquinhos como o seu companheiro de ataque. Não funcionou. A dupla esteve distante nas jogadas e pouco conseguiu contribuir.

No próximo domingo, às 18h30, o São Paulo enfrenta o Santos, pela oitava rodada do Paulistão, e Ceni deve, pela primeira vez, colocar um time que se aproxima do ideal. Com exceção dos lesionados Luan, Luciano e Patrick, o treinador deve ter todos à disposição.

Como se trata de um clássico, Ceni acredita que o jogo será mais aberto e as bolas levantadas na área não serão tão utilizadas…

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