Bolsonaro trocou ataques a vacinas por ameaças a urnas aconselhado por ‘QG de reeleição’ para conter vantagem de Lula

A estratégia de Jair Bolsonaro de voltar a atacar o sistema eleitoral – e abandonar, por ora, os ataques públicos à vacinação – foi um movimento calculado e aconselhado pelos integrantes do grupo que coordena sua reeleição.

Nas pesquisas do núcleo da campanha, comandado pelo Centrão, Bolsonaro cai nas pesquisas quando faz campanha contra vacinação, apoiada pela ampla maioria da população, e amplia a vantagem do ex-presidente Lula como favorito na corrida presidencial.

O foco do comitê de reeleição de Bolsonaro é que ele “esqueça as críticas à vacina” até a eleição – projeto que une militares e Centrão do governo.

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O diagnóstico foi apresentado a Bolsonaro que, embora se recuse a se vacinar, topou mudar de discurso de ataque: as vacinas pelas urnas.

Bolsonaro se recusa a abandonar o estilo bélico – e isso já foi incorporado na estratégia eleitoral que está sendo desenhada pelo Centrão junto como os filhos de Bolsonaro.

Diante do estilo do presidente, ministros políticos não se opuseram à estratégia de Bolsonaro de voltar a duvidar das urnas, por avaliar que o presidente faz acenos ao seu público fiel e também pelo impacto menor nas pesquisas do que o negacionismo.

No entanto, afirmam a Bolsonaro que ataques a ministros do Tribunal Superior Eleitoral e do Supremo Tribunal Federal passam dos limites – conselho que Bolsonaro ignora.

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