Alemanha oferece ajuda ao TSE e detalha estratégias contra negacionismo no Telegram

O embaixador da Alemanha em Brasília, Heiko Thoms, se reuniu nesta segunda-feira (21) com os ministros Luis Roberto Barroso e Edson Fachin. Barroso passa nesta terça a presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para Fachin. O embaixador conversou com os dois sobre o aplicativo de mensagens Telegram.

O Telegram não está entre as plataformas de redes sociais que firmaram acordo com o TSE contra desinformação nas eleições. Na Alemanha, o aplicativo foi ameaçado com multas e possível banimento. Depois disso, a Alemanha conseguiu o bloqueio de canais negacionistas.

Fontes informaram à GloboNews que no encontro desta segunda, no TSE, ocorreu a convite de Barroso.

O embaixador relatou que o aplicativo também havia, inicialmente, se recusado ao diálogo com a Alemanha. Mas que diante da ameaça de aplicação de multas elevadas, que poderiam ser cobradas em toda a União Europeia, e mesmo de eventual suspensão – que seria um último recurso –, representantes da plataforma se sentaram com as autoridades alemãs para conversar, em diversas videoconferências.

Ainda segundo essas fontes , o resultado é que a Alemanha já baniu dezenas de grupos de apologia ao nazismo e contrários à democracia. Segundo interlocutores , a Alemanha ofereceu ajuda para que, aqui no Brasil, o TSE realize o mesmo esforço.

A partir desta terça à noite, com a posse do ministro Edson Fachin à frente do TSE, a condução desses temas estará sob a responsabilidade dele. Antes disso, no fim do dia, o ministro Barroso vai formalizar a renovação da parceria com nove agências de checagem, no âmbito da Coalizão para Checagem – Eleições 2022.

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