Retomada das aulas traz de volta “rotina do caos” na Joaquim Murtinho

Na saída de escola, rua é tomada por centenas de estudantes que disputam espaço com carros

Semáforo ficou vermelho para pedestres e estudantes ainda não haviam terminado de atravessar. (Foto: Paulo Francis)

O reinício do ano letivo trouxe de volta problema que é rotina na Rua Joaquim Murtinho, em frente ao Terminal Hércules Maymone, em Campo Grande. Basta o sinal sonoro indicando o fim da manhã de estudos tocar, que a via é tomada por centenas de estudantes que disputam espaço entre eles e os carros para pegar os ônibus na plataforma onde mal cabem os alunos antes do embarque. O tumulto só aumenta, porque até que todos consigam passar pela catraca do terminal, em alguns momentos, ônibus também ficam impedidos de sair da plataforma, já que a multidão “verde” faz fila que invade a pista destinada à saída dos coletivos. Enquanto isso, o embarque também fica travado, já que novos ônibus não conseguem se aproximar.

A situação é tema de matéria do Campo Grande News pelo menos desde 2018. Até hoje, aparentemente, uma solução não foi encontrada. A reportagem fez contato com a Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito) nesta tarde e aguarda retorno.

Nesta quinta-feira, dia 3, voltaram às aulas estudantes das redes Municipal e Estadual. A Reme (Rede Municipal de Ensino) tem 109 mil alunos matriculados. Na Rede Estadual, são quase 190 mil estudantes matriculados nas 348 unidades escolares, presentes nos 79 municípios do Estado. Para a retomada, o Consórcio Guaicurus, que opera o transporte coletivo em Campo Grande, informou ter reforçado as principais linhas de ônibus. Eram 393 carros nas ruas, enquanto em dias normais, circulam 380.

Ainda de acordo com o consórcio, uma das linhas reforçadas foi a 070, que passa por quatro terminais de transbordo: General Osório, Hércules Maymone, Morenão e Bandeirantes. “A 070 é uma das linhas mais estruturantes”, afirmou o presidente do grupo de empresas, João Rezende, entrevista logo cedo.

Na plataforma de embarque, fica impossível não aglomerar enquanto os próximos coletivos não chegam. (Foto: Paulo Francis)

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