Khedira revela que Löw ameaçou substituir jogadores que fizessem piadas no intervalo do 7 a 1

Aposentado desde o começo da temporada, ex-jogador relembra episódios da carreira e afirma ter conhecido duas versões de Cristiano Ronaldo: um “mais egoísta” no Real, outro “mais líder” na Juve

Prestes a completar oito anos, a histórica derrota do Brasil para a Alemanha por 7 a 1 na semifinal da Copa do Mundo de 2014 ainda segue sendo tema de entrevistas. E trazendo à tona novas nuances dos acontecimentos daquele dia 8 de julho. O ex-volante Khedira, ao repassar a carreira em entrevista à “ESPN”, revelou uma ameaça por parte de Jöachim Löw no intervalo do jogo.

Naquela altura, os alemães foram para os vestiários vencendo por 5 a 0, com uma atuação impressionante diante dos donos da casa. E, segundo Khedira, autor do quinto gol do jogo, Löw foi taxativo ao pedir respeito ao adversário.

Löw foi a parte mais importante do dia. No intervalo, disse que se alguém baixasse seu rendimento ou mesmo fizesse piadas por sobre estar 5 a 0, substituiria de imediato e não jogaria a final.”
— Khedria, ex-volante da Alemanha

– Nos pediu que levássemos a sério e respeitássemos a seleção brasileira. Mais que isso, que respeitássemos aos torcedores e ao país – disse Khedira à “ESPN”.

Khedira celebrando seu gol diante do Brasil — Foto: Agência Reuters

Khedira celebrando seu gol diante do Brasil — Foto: Agência Reuters

Na Copa de 2014, Khedira já era um dos destaques do Real Madrid e havia acabado de conquistar a sonhada “La Décima” taça da Liga dos Campeões para o clube – com Cristiano Ronaldo como grande astro. No ano seguinte, rumou para a Juventus, onde viria a reencontrar CR7 em 2018. E, segundo o ex-volante, o veterano teve versões bem diferentes nos dois clubes.

– Conheci dois Cristianos. O primeiro foi no Real Madrid. Era um pouco jovem, um pouco mais inseguro e egoísta também. Não egoísta no mau sentido, só na forma que são os jovens atacantes. Teve que encontrar sua personalidade. E depois o segundo Cristiano, na Juventus. Era muito mais líder. Ainda movido pelo egoísmo para marcar, mas ainda mais por empurrar seus companheiros e ajudá-los a ser melhores. Fora de campo, estava muito mais relaxado e maduro, e dentro, sempre concentrado e igualmente intenso.

Khedira destacou admirar o futebol de Cristiano Ronaldo e admitiu que a presença de um craque de tal nível na equipe modifica o estilo de atuação e principalmente o nível de dedicação defensiva do restante do time.

– Se você tem Cristiano, Messi ou Neymar no time, na maioria das vezes defende com 10 homens, porque precisam de tempo para descansar e não foram feitos para isso. Tem que dar a Ronaldo a bola na área, transmitir a ideia de que vai lutar por ele, correr por ele, fazer tudo. Pois, ao fim, provavelmente será ele que marcará o gol da vitória – avaliou o ex-jogador de 34 anos.

–:–/–:–

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado.