Análise: América-MG pressiona, vê filme se repetir no final, mas respira aliviado com empate

Barcelona de Guayaquil desperdiçou pênalti nos acréscimos; Coelho terá que aumentar repertório e suportar pressão para garantir classificação no Equador

Alê, do América-MG, em disputa de bola no jogo contra o Barcelona de Guayaquil, pela Libertadores — Foto: DOUGLAS MAGNO / AFP

O filme parecia se repetir no Independência. O América-MG pressionou durante os 90 minutos, teve volume de jogo, chegou perto do gol adversário por várias vezes, e no fim da partida viu o adversário ter a chance do jogo.

O Barcelona de Guayaquil poderia ter saído de BH com o placar de 1 a 0, assim como Guaraní-PAR na última semana. Mas quem escreveu o enredo desta história quis que fosse diferente. Garcés errou o pênalti que daria a vitória ao time equatoriano e deixou o campo chorando. Ficam o alívio e as lições para o Coelho.

O técnico Marquinhos Santos fez alterações na escalação para o jogo contra o Barcelona. Everaldo e Pedrinho começaram jogando depois de corresponderam ao serem decisivos na classificação contra o Guaraní-PAR. Pedrinho atuou mais aberto pela esquerda e o camisa 37 pela direita. Em alguns momentos, os dois trocaram de lado, mas não tiveram o mesmo rendimento.

Pedrinho mostrou, mais uma vez, que mereceu a vaga de titular. Foi ousado, participativo, deu profundidade e velocidade pelo lado que atuou. Apesar disso, faltou preciosismo no passe final. O Coelho cruzou muitas bolas, mas, desta vez, Wellington Paulista não aproveitou as oportunidades dentro da área. O atacante teve uma boa chance ainda no primeiro tempo, em uma finalização que o goleiro Burrai defendeu em dois tempos. Mas a bola chegou pouco ao centroavante.

As melhores chegadas do América foram quando o time fez uma troca de passes rápidos, de pé em pé e com tabelas, mas foi raro. Com a entrada de Matheusinho no segundo tempo, o time mineiro aumentou a blitz no campo de ataque. Falta repertório ao time de Marquinhos Santos, que insiste em cruzar bolas na áreas. O resultado é lucrativo para o Coelho que, mais uma vez, poderia ter sido derrotado em casa, se não fosse erro do atacante Garcés.

De novo, nos acréscimos, assim como foi diante do Guaraní-PAR, o América viu o Barcelona de Guayaquil chegar muito perto do gol. Jailson cometeu pênalti em Carcelén e Garcés desperdiçou, mandando para fora. Um alívio para os mais de 7 mil presentes no Independência. O sufoco poderia ter sido evitado se não fossem as chances desperdiçadas pelo América e o vacilo no final.

A decisão da vaga fica para o Equador, e o técnico Marquinhos Santos terá que tirar um coelho da cartola para aumentar o repertório ofensivo do América-MG. Além disso, o time mineiro vai enfrentar um cenário desconhecido ainda em jogos da Libertadores fora de casa: a pressão da torcida.

O Barcelona tem uma torcida presente e participativa que promete lotar o Estádio Monumental Isidro Romero Carbo. O jogo já é na próxima terça-feira às 21h30 de (Brasília) e, antes, o América tem jogo decisivo contra o Uberlândia e precisa vencer se quiser garantir vaga na próxima fase do Mineiro.

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