Análise: “dopado” pela torcida, Fluminense tira invencibilidade do Olimpia e põe pé na fase de grupos

Time e arquibancada mostram maturidade para um forte jogo mental, e tricolores conseguem a vantagem em casa que faltou em 2013. Classificação no Paraguai passará por ajuste na bola aérea

Time e arquibancada mostram maturidade para um forte jogo mental, e tricolores conseguem a vantagem em casa que faltou em 2013. Classificação no Paraguai passará por ajuste na bola aérea

Torcida encheu o Nilton Santos e teve grande parcela em vitória sobre o Olimpia — Foto: André Durão

A torcida que encheu o estádio com mais de 30 mil pessoas teve grande parcela nisso. Os tricolores deram show na arquibancada e empurraram o time do início ao fim, sobretudo após a falha bizarra de Fábio no gol de empate do Olimpia ainda no primeiro tempo. A reação imediata com gritos de incentivo não deixou a “peteca cair” dos jogadores, inclusive do próprio goleiro, que depois fechou o gol e salvou a equipe com grandes defesas. Foi o que Abel Braga chamou de “doping de incentivo”, e não dá para dizer que ele exagerou no termo.

Por mais que o Nilton Santos não tenha a característica de caldeirão como São Januário, devido à distância do campo para a arquibancada, um estádio de grande porte quando está cheio também impacta bastante. Até mesmo na arbitragem, que ouvia a pressão e surpreendentemente começou a distribuir cartões amarelos para os paraguaios ainda no primeiro tempo para coibir cera. “Dopado” emocionalmente, o Fluminense não caiu na “catimba” e mostrou muita maturidade. Felipe Melo, por exemplo, sequer tomou cartão e fez mais uma grande partida.

Jogo foi de nervos à flor da pele, mas Flu não caiu na "catimba" — Foto: Staff images /CONMEBOL

Jogo foi de nervos à flor da pele, mas Flu não caiu na “catimba” — Foto: Staff images /CONMEBOL

A vitória sobre o Olimpia também passou por outros fatores, como: a genialidade de Luiz Henrique, que deve ter causado até uma hérnia de disco em Iván Torres, seu marcador paraguaio; a incrível presença de área de Cano, que está sempre onde a bola vai; a redenção de Fábio, que fez dois milagres, um em cada tempo; a mexida de Abel no intervalo colocando Martinelli no lugar de Yago, que não vinha bem; e uma atuação segura dos laterais. Fluminense teve volume e terminou o jogo com 18 finalizações contra 10 e oito chances de gol contra cinco.

Scout – Fluminense x Olimpia

Quesito Fluminense Olimpia
Posse de bola 49% 51%
Finalizações 18 10
Chances de gol 8 5
Faltas 15 16
Passes errados 70 71
Roubadas de bola 22 23
Impedimentos 1 2
Escanteios 6 12
Luiz Henrique deixou Iván Torres no chão (e talvez com hérnia de disco) — Foto: André Durão

Luiz Henrique deixou Iván Torres no chão (e talvez com hérnia de disco) — Foto: André Durão

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