Escola começa vacinação hoje, com 80% dos alunos autorizados pelos pais

Segundo direção da Escola Municipal Tomaz Ghirardelli, 20% dos estudantes não levaram autorização para vacinar

Ministério da Saúde permite vacinação de qualquer pessoa acima dos cinco anos. (Foto: Henrique Kawaminami)

Ministério da Saúde permite vacinação de qualquer pessoa acima dos cinco anos. (Foto: Henrique Kawaminami)

Crianças se vacinaram nesta manhã (16), na Escola Municipal Tomaz Ghirardelli, no Parque do Lageado, em Campo Grande, unidade de ensino que voltou a ser ponto de imunização contra a covid-19, exclusivo a estudantes (clique aqui para ver outros lugares aptos a vacinar).

Segundo a diretora, Clarice Cassol Miranda, cerca de 80% dos alunos tiveram permissão, ainda que os restantes não estejam autorizados pelos pais. Ao todo, são quase 2,5 mil estudantes na escola, mas cerca de 40% já estava vacinada com, ao menos, a primeira dose.Escola serviu como ponto de imunização contra o coronavírus, nesta quarta-feira. (Foto: Henrique Kawaminami)
Ela explica que a escola mandou bilhetes aos pais, por meio dos alunos, para que tomasse conhecimento de que a escola seria um ponto de vacinação, bem como para solicitar a autorização.

No País, indivíduos menores de 18 anos têm de estar acompanhados dos responsáveis ou portarem documento oficial, feito pelos familiares, de que estão aptos a se vacinar. “A escola encaminhou bilhete para casa e voltou assinado, com todos os dados do responsável.”

No caso da vacinação nas escolas, a orientação é que só ocorra a autorização, a fim de evitar aglomeração dos pais. “Em média, por turno, são 1,2 mil alunos. Se o pai vier, duplicaria esse número. Por isso, só com autorização, para poder facilitar a escola.”

Às vezes, o pai não tem tempo para levar essa criança até o posto de saúde, porque trabalha. Além disso, aqui é uma região onde a maioria dos pais tem mais de um filho e isso facilitou muito.”

Foi o caso do Samuel Trindade, de 13 anos, que estuda no oitavo ano do Fundamental. Ele ainda não tinha se vacinado justamente pela falta de tempo para que a mãe a levasse ao ponto de imunização. “Minha mãe não estava com tempo de me levar, porque cuida dos meus dois irmãos, e aí resolvi tomar na escola. Facilitou muito.”

“Acho importunar para prevenir, para não pegarmos a doença e morrer. Para não prejudicar a família. Ela é importante também para que possamos ter aula na escola e não precisar ficar mais em casa.”

Pais precisam autorizar filhos a estarem vacinados. (Foto: Henrique Kawaminami)
Proteção – Nesta manhã, as autorizações foram recolhidas, em sala, e então, foram chamados alunos, separados por faixa etária, de forma organizada.

Também na fila, o estudante do sexto ano Caio Centurião, de 11 anos, recebeu a segunda dose, que garante total eficácia prevista contra casos graves de covid, e se animou em saber que poderia se imunizar na escola. “Achei legal, porque foi só sair da sala e vir aqui, não precisa ficar indo no posto.”

A vacina é importante para não pegar covid, e se pegar [o vírus], vai vir fraco. Também para proteger minha família e meu irmãozinho, de quatro meses, o Gael.”

Médica vinculada à Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) Amélia Leão Fernandes explica que um dos procedimentos adotados na imunização pediátrica é observar a criança por 15 minutos após a aplicação.“Estamos destinando para as crianças aguardar, para ver se tem uma reação. Se tiverem, sempre vai ter um médico para acompanhar.”Após injeção ser aplicada, criança é acompanhada durante alguns minutos a fim de ver se não há reações(Foto: Henrique Kawaminami)

Após injeção ser aplicada, criança é acompanhada durante alguns minutos a fim de ver se não há reações(Foto: Henrique Kawaminami)

 

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