Com pressão interna e externa, Vasco vê perspectiva de melhora, mas cobra reação imediata

Passado o primeiro momento de cobranças mais fortes após o empate do Vasco com o CRB, Zé Ricardo ganhou respaldo da diretoria. Apesar da pressão externa e até interna, o clube vê motivos para acreditar na evolução do time, que ainda não emplacou na temporada.

Os dois tropeços no início da Série B, no entanto, não passaram despercebidos. A cúpula vascaína vê como necessária uma reação imediata. Departamento de futebol, comissão técnica e elenco foram cobrados para dar uma resposta já no jogo contra a Chapecoense, nesta sexta.

Vasco não quer pelo segundo ano seguido largar atrás na competição e ter que fazer uma campanha de recuperação. No ano passado, por exemplo, após começar mal, o time flertou, mas não conseguiu entrar no G-4 em nenhum momento.

Entre torcedores e nas redes sociais, Zé Ricardo anda desprestigiado. Enquanto acontecem campanhas na internet pela saída do treinador, uma torcida organizada cobrou a “urgente saída” da comissão técnica. A mesma se reuniu com dirigentes do Vasco na última terça no Salão de Beneméritos de São Januário. Houve questionamentos e cobranças enfáticas, mas de forma pacífica. Não foi a primeira vez que a gestão de Salgado recebeu torcedores, mas foi a primeira ocasião em 2022. A informação foi divulgada primeiramente pelo site Jogada 10.

As cobranças também ecoaram dentro de São Januário. Conselheiros e apoiadores de Jorge Salgado pediram uma reunião para que o presidente prestasse esclarecimentos sobre o futebol. Ouviram, no entanto, que o clube confia no trabalho do técnico, que será mantido até segunda ordem.

Além de Salgado, participaram do encontro com conselheiros da Mais Vasco (grupo de situação), o VP geral Carlos Osório e membros do Comitê Consultivo do Futebol, Cláudio Cardoso e Marcel Kaskus. Ouviram que Jorge Salgado confia em Zé Ricardo, primeiro treinador que tentou contratar ao assumir a presidência. Foram quatro os principais pontos abordados

A avaliação da diretoria é que, com a chegada de reforços, a perspectiva é de melhora. Três deles, por exemplo, sequer estrearam, casos de Palácios, Zé Vitor e Danilo Boza. Há uma grande expectativa interna quando ao rendimento do chileno, reforço que vem treinando bem e demandou um maior investimento. Palácios, no entanto, só deve estrear na próxima quarta, contra a Ponte Preta.

Apesar do apoio a Zé Ricardo e sua comissão, há cobranças por resultados imediatos. Em casos de novos tropeços contra a Chapecoense (sexta, em Chapecó) e Ponte Preta (na próxima quarta, em São Januário), a situação pode ficar insustentável, embora o planejamento seja manter a comissão técnica ao menos até a 777 Partners assumir o futebol, caso a proposta do grupo americano seja aprovada pelos associados.

A pressão é maior por conta dos dias livres que o Vasco teve antes do início da Série B. Foram quase três semanas completas sem jogos, mas o time mostrou pouca evolução. Nesse início de competição, Zé Ricardo ainda ganhou duas semanas entre um jogo e outro, realidade que não vai ser tão comum no decorrer da temporada. Os últimos dias foram de trabalho ainda mais intenso no CT Moacyr Barbosa, com foco também no condicionamento físico, uma das cobranças internas. O perfil trabalhador do técnico e o fato de ele ter o elenco ao lado pesam a favor da continuidade.

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