Pezzolano pede que passado de glórias do Cruzeiro não seja parâmetro para torcida: “Temos jogadores humildes”

A nova realidade vivida pelo Cruzeiro há dois anos e quatro meses continua. E o choque de realidade foi cobrado pelo técnico Paulo Pezzolano, após a vitória por 1 a 0 sobre o Londrina, que colocou a Raposa no G-4 da Série B.

O treinador uruguaio disse que sua equipe não tem um jogador que desequilibra e que não vive mais os momentos de glória do passado. Por isso, pediu que a torcida celeste entenda a nova realidade do clube e do futebol.

– Não temos craque. Não temos uma estrela que vai levar a nossa equipe a ganhar todo jogo. Somos uma equipe. Às vezes, fica difícil para o torcedor. Torcedor exige pela camisa e história do Cruzeiro. Não é fácil eu pedir isso, mas peço que tenha paciência. Esqueça a história do Cruzeiro. Hoje, a história do Cruzeiro tem que esquecer. Esqueça o ruim que foram os dois anos passados, o bom de lembrar da equipe que atropelava a equipe rival, da equipe que ganhava de todos que vinham ao Mineirão.

“Hoje não tem. Hoje tem uma equipe de jogadores muito humildes. Estamos em reconstrução no Cruzeiro, isso que eles têm que entender, e que vai ser muito difícil.”

 

Apesar de o Cruzeiro ter chegado à segunda vitória na Série B, somando sete pontos e estar entre os quatro melhores, ainda que provisoriamente, o treinador uruguaio disse que o time ainda terá dificuldades durante o torneio.

– O Cruzeiro não vai ganhar jogo de 4 a 0, 5 a 0. Não vai acontecer. Eu quero isso, mas não vai acontecer. Tem que saber que necessitamos muito do torcedor. Pedimos paciência e saiba que o jogador saiba onde está jogando. Mas que saiba que temos jogadores humildes, hoje em dia, mas que vão honrar a camisa. Que cobrem de mim, o treinador, mas que fiquem com paciência. Isso vai nos ajudar e nos levar a ganhar. Eles vão deixar tudo e buscar vitória a cada jogo –

Sabemos o que é a torcida do Cruzeiro. Como falei antes, é o jogador número 12 no Mineirão. Vou continuar pedindo a paciência que tiveram hoje. Hoje eles tiveram. Tem que saber, desde do primeiro dia, que os jogadores vão correr todos os minutos. Vão correr.

Análise da partida

O treinador também analisou a partida no Mineirão. Para ele, a opção por atuar com três zagueiros funcionou bem. Entretanto, destacou que o formato de jogo, pelo menos na saída de bola, já é utilizado mesmo no tradicional 4-3-3.

– O esquema de três zagueiros, utilizamos bem. Fizemos isso contra o América, no Estadual. Gostamos de jogar com três zagueiros. Às vezes, começamos a jogar com quatro atrás, mas fazemos a construção com três zagueiros. As vezes não zagueiros, mas laterais, volantes. Isso abre muito o rival. Começa a ter espaço. Rival aqui espera em bloco baixo. Gosto de ter paciência, de ficar com bola. Se tivermos paciência, o rival não vai ter essa marcação rápida e começa a dar espaço. E o jogo começa ficar seguro para trás. Gostamos da linha de três. E hoje foi fixo. Vamos variar sempre. O importante é o modelo de jogo. Vai seguir a reconstrução, vai melhorando. Alguns momentos hoje foi ruim. Mas hoje necessitávamos dos três pontos, que era o mais importante para nós.

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