Felipão chega em momento turbulento e precisa corrigir rota do Athletico em 2022; veja os desafios

O Athletico começou o ano em baixa e já teve três trocas de treinador: Jaime Freitas (aspirantes) e Alberto Valentim e Fábio Carille (principal). Também teve reestruturação no departamento de futebol com apenas Alexandre Mattos como “sobrevivente”.

Dentro de campo, a equipe rubro-negra também coleciona frustrações. O Fruacão foi vice da Recopa Sul-Americana diante do Palmeiras, caiu na semifinal do Paranaense para o rival Coritiba, é lanterna no grupo B da Libertadores, está na terceira fase da Copa do Brasil e ocupa a 16ª colocação na Série A.

Departamento de futebol

O jogo de cadeiras no futebol atleticano foi grande. William Thomas saiu em dezembro de 2021. O remanescente Paulo Autuori trouxe Ricardo Gomes para ser diretor, mas não durou um mês.

Alexandre Mattos chegou nesse período e é o único que continua. Fernando Yamada e Carlinhos Neves, que também vieram com Mattos, já saíram.

Novo homem-forte, Felipão precisa se entender com Mattos, que passou a ter uma postura mais agressiva no mercado de contratações. Eles trabalharam juntos recentemente no Palmeiras e possuem boa relação.

elenco e atitude

O Athletico investiu R$ 64 milhões na janela de transferências, e Petraglia cobrou o elenco recentemente pela falta de resultados. Em alguns jogos, principalmente na goleada sofrida para o The Strongest, assustou a apatia do time em campo.

Felipão, que sempre foi reconhecido por ter boa gestão de grupo, tem a missão de “chacoalhar” os atletas. Ele precisa entender a divisão naturalmente que existe entre os jogadores e buscar uma sinergia com objetivos claros.

Petraglia deixou claro no início do ano que quer brigar por taças na Libertadores, Copa do Brasil e Brasileiro.

Esquema tático

Após cinco jogos, Carille decidiu fixar o sistema com três zagueiros. Durou pouco. Duas partidas depois, ele foi demitido. A justificativa do agora ex-treinador era de que o elenco tinha características para atuar com essa formação.

Felipão já variou e teve sucesso tanto com três quanto com dois zagueiros – o próprio Athletico também. Assim como Carille, em meio à maratona de jogos, o novo treinador terá que definir como quer ver o Furacão atuar em campo.

O calendário também impede a rotina de treinos. Felipão já não costuma ser tão ativo nos treinamentos do dia a dia e deixa para os auxiliares – principalmente Paulo Turra – comandarem o trabalho em campo.

Comissão técnica

Felipão terá que definir sobre a continuidade ou a limpa no staff. Ele trouxe dois auxiliares que já o conhecem de longa data: Carlos Pracidelli e Paulo Turra.

O Furacão possui Bruno Lazaroni e Maurício Souza como permanentes da comissão técnica – Lucho González pediu demissão após a demissão de Alberto Valentim. Treinador dos aspirantes e sub-20, Wesley Carvalho também ajuda na equipe principal.

Athletico volta a campo contra o Ceará no sábado, às 20h30, na Arena da Baixada, pela quinta rodada do Brasileirão. Na Libertadores, o Furacão recebe o Libertad na quarta-feira, dia 18, às 19h, em casa.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *