Caso Genivaldo: policiais rodoviários envolvidos na morte prestam depoimento na PF nesta segunda

Dois policiais rodoviários federais envolvidos na abordagem que provocou a morte de Genivaldo de Jesus Santos, durante uma abordagem em Umbaúba (SE) prestam depoimento nesta segunda-feira (6), na sede da Polícia Federal, em Aracaju. O terceiro será ouvido na terça (7).

Eles foram identificados em reportagem do Fantástico como Kleber Nascimento Freitas, Paulo Rodolpho Lima Nascimento e William de Barros Noia. A investigação é sigilosa.

Este é o quinto dia de depoimentos sobre o caso. Na última sexta-feira, dois policiais rodoviários federais que assinaram o Boletim de Ocorrência, mas não participaram da abordagem, prestaram depoimento sobre o caso.

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As oitivas começaram na terça-feira (31), quando foram ouvidos familiares e pessoas que testemunharam a abordagem. Na quarta, o delegado responsável pela investigação ouviu funcionários da unidade de saúde que atendeu Genivaldo. Já nesta quinta, foram ouvidos comerciantes que trabalham nas proximidades do local onde aconteceu a abordagem.

Procuradores do Ministério Público Federal em Sergipe acompanham as oitivas. A procuradora-chefe do órgão, Eunice Dantas, disse que a prisão preventiva dos policiais suspeitos pelo crime “é uma medida excepcional“.

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Genivaldo morreu no dia 25 de maio, depois de ter sido trancado no porta-malas de uma viatura da PRF e submetido a inalação de gás lacrimogêneo. A causa da morte apontada pelo Instituto Médico Legal (IML) de Sergipe foi asfixia e insuficiência respiratória.

Um boletim divulgado pela Polícia Rodoviária Federal no dia seguinte informou que os agentes fizeram o uso de spray de pimenta e gás lacrimogêneo, após o abordado apresentar resistência. O texto citou ainda que o desfecho da situação teria sido uma fatalidade, desvinculada da ação policial.

Três dias depois da divulgação de parte do boletim, a PRF disse que não compactuava com as medidas adotadas pelos policiais durante a abordagem e citou “indignação” diante do ocorrido.

No sábado (28), o delegado da Polícia Federal responsável pela investigação confirmou que durante a perícia da viatura utilizada pelos policiais foram encontradas substâncias semelhantes a de uma granada de gás lacrimogêneo.

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