Em “final” decepcionante, Atlético-MG é sólido na defesa e comemora ponto conquistado

A sensação pós-Palmeiras e Atlético-MG era de que os dois times levaram a sério demais o discurso de “final antecipada” do Brasileirão. No confronto direto pela liderança, mas apenas da 9ª rodada, sobrou raça e vontade, faltou técnica e bom futebol. Menos mal para o Galo, que deixa São Paulo com um ponto conquistado no decepcionante confronto direto sem gols: 0 a 0.

“Decepcionante”, aliás, é adjetivo útil apenas para aqueles que observam o nível técnico das duas equipes e esperam um jogo aberto e ofensivo. Não que Atlético e Palmeiras tenham ido a campo apenas para se defender. Faltou apenas inspiração. Mas como bem constatou Antonio Mohamed após a partida, os cenários já apontavam para um jogo assim. Esta era a real tônica esperada.

“Todos os jogos anteriores entre Galo e Palmeiras foram assim, fechados. Não tinha porque mudar” (Turco)

E se o foco era a defesa, há de se destacar então a atuação sólida dos integrantes do sistema alvinegro. Sobretudo os laterais. Na contenção e cobertura dos rápidos e habilidosos pontas palmeirenses (Dudu e Rony), Mariano e Rubens fizeram uma ótima partida e levaram a melhor em grande maioria das tentativas de 1 contra 1 dos rivais.

Mérito especial para o garoto de 20 anos, que, novamente substituindo Guilherme Arana, mostrou personalidade e não sentiu o jogo mais importante da curta carreira profissional.

No miolo, destaque para Nathan Silva, que deixou para trás o erro na semifinal da Libertadores e foi extremamente seguro todas as vezes em que foi convocado à ação. O companheiro, Junior Alonso, quase cometeu o erro que poderia ter custado o resultado em São Paulo.

Aos 47 do primeiro tempo, errou feio na saída de bola e viu Rafael Navarro (que entrou cedo na vaga de Raphael Veiga, lesionado) mandar para fora a melhor chance do jogo, cara a cara com Everson.

O Palmeiras voltaria a assustar no comecinho do segundo tempo, num chute de dentro da área de Gustavo Scarpa. O Galo conseguiu chegar com perigo já nos acréscimos, num contra-ataque puxado por Hulk e que terminou com finalização de Nacho. E foi isso aí.

Um jogo de pouca, quase nenhuma inspiração ofensiva. Das 26 finalizações, apenas seis chegaram à meta de Everson ou Marcelo Lomba – três para cada lado. Nenhuma grande defesa.

No que era cogitado para ser um grande duelo entre os dois principais jogadores do Brasil atualmente, sobrou decepção. Veiga saiu lesionado com menos de 15 minutos de jogo, e Hulk deixou o campo com o que talvez tenha sido a sua pior atuação individual na temporada. Só duas finalizações no jogo, ambas para fora. Muito bem marcado por Murilo, pouco acionado pelos companheiros de time.

Hulk e Murilo discutem em Palmeiras x Atlético-MG — Foto: Marcos Ribolli

Hulk e Murilo discutem em Palmeiras x Atlético-MG

Broncas de arbitragem (exageradas) à parte, Atlético e Palmeiras devem ter deixado o Allianz Parque com a sensação de “dever cumprido”. Ninguém se complicou no empate, ambos conquistaram um ponto no confronto direto.

Em mata-mata, se os times voltarem a se enfrentar (o confronto é provável nas quartas da Libertadores), espere por mais jogos assim. No Brasileiro, o duelo direto é quase que apenas um “charme”. Não se ganha campeonato em uma de 38 partidas. O caminho ainda é longo, e por hora, todos saem satisfeitos.

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