A Champions deixa um alerta: se não alcançarmos essa intensidade, não teremos chance na Copa.

Que jogo espetacular fizeram Manchester City e Real Madrid nesta terça-feira, no encontro de ida das semifinais da Liga dos Campeões da Europa.

Vimos dois times que jogaram com uma intensidade absurda o tempo todo. Foram duas equipes com muita agressividade. Ninguém desistiu da vitória, que acabou com os ingleses, por 4 a 3. E não é exagero dizer que o time do Guardiola perdeu uma grande chance de golear.

É preciso observar o comportamento dos jogadores e a dinâmica da partida. Não temos nenhum time na América do Sul que jogue dessa maneira, inclusive as seleções. Claro que a diferença técnica dos atletas tem muita influência, mas a mentalidade dos treinadores também.

Dos brasileiros, gostei muito do Gabriel Jesus. Eu tinha certeza de que ele seria titular nesse jogo, falei isso no Seleção sportv antes do jogo.

Um jogador que faz quatros numa partida tem que jogar a próxima, porque fica cheio de confiança, querendo continuar a fazer gols. E fez.

O Vinicius Júnior fez um golaço e algumas boas jogadas, mas precisa melhorar o último passe e a finalização. Ele faz uma grande temporada.

Fernandinho lamenta enquanto Vini Jr. comemora em Manchester City x Real Madrid — Foto: Reuters/Craig Brough

Fernandinho lamenta enquanto Vini Jr. comemora em Manchester City x Real Madrid — Foto: Reuters/Craig Brough

O Rodrygo poderia ter aparecido mais no jogo. Ficou um pouco sumido, mas é muito jovem e talentoso, e o Carlo Ancelotti confia muito no seu futebol.

Já o Eder Militão falhou muito nesse jogo e pareceu meio perdido nos momentos em que o City pressionou. Tomou um drible do Mahrez porque foi atrasado na jogada, apesar de todo o mérito do atacante. Ele não foi seguro nesse confronto.

E Fernandinho, muito criticado por aqui, entrou numa posição desconfortável para ele. Foi difícil jogar como lateral/ala e ter que marcar o Vinicius Júnior. Ele teve dois momentos determinantes no jogo: primeiro, a grande jogada para o gol do Foden; e em seguida o belo drible de corpo tomado do Vinicius, que disparou até dentro da área e fez o segundo gol do Real.

Até aí, estava 3 a 2 para o time do Guardiola, com o jogo lá e cá. Mas ainda tinha muita coisa para acontecer, como a falta de concentração do Real Madrid no gol do Bernardo Silva, quando o árbitro levou o apito à boca em um lance de falta, mas não apitou: deu a vantagem.

De tão animado, o jogo parecia ter um diretor por trás, ou alguém escrevendo um roteiro, mas com dúvidas sobre o final. E é aí que entra novamente o Benzema, que já havia marcado o primeiro gol do Real. Quem tem um atacante desses pode esperar até o fim para que seu time tenha grandes chances de fazer mais um gol. E foi isso que aconteceu.

O segundo gol do Benzema, e terceiro do Real Madrid, foi de pênalti, sendo que ele havia perdido dois no último jogo pela Liga Espanhola. Isso não o abalou. Ele pegou a bola e mostrou toda a calma de um grande jogador. Simplesmente bateu de cavadinha, dando números finais ao jogo.

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