Róger Guedes foi jogado no tribunal por uma fala sincera e espontânea.

Deve estar difícil levar a vida no futebol para todo mundo, né? Não se pode falar nada, que já se constrói um tribunal e a pessoa vai a júri público, como se aqueles que julgam fizessem tudo certo, falassem só coisas certas. É tudo julgado principalmente por pessoas que se escondem atrás das redes sociais com nomes, símbolos e fotos falsos.

Há muitos oportunistas que esperam qualquer fala de alguém, seja qual for, para atacar, ofender, julgar.

Dentro desse contexto, quero falar sobre as entrevistas do Róger Guedes, do Corinthians, e do Pedro, do Flamengo.

O Róger já demonstrou, desde quando chegou, que gosta de jogar aberto, de preferência pela esquerda, onde realmente rende mais, e que lhe incomoda jogar de centroavante e não jogar todas as partidas.

Depois da vitória de domingo sobre o Fortaleza, com um péssimo primeiro tempo do Corinthians, ele voltou a falar o que pensa e evidenciou como se sente incomodado com algumas escolhas do Vítor Pereira.

Eu sempre defendi que o jogador precisa expressar o que realmente sente, dentro do respeito e da famosa e verdadeira liberdade de expressão. Acho absurdas as entrevistas da maioria dos jogadores, com frases como “vamos ver o que o professor vai falar”, “jogo onde o professor quiser” ou “estou aqui para somar, e o professor decide quem vai jogar”.

Esse tipo de fala deixa parecer que o jogador é omisso, alienado e principalmente acomodado. Aí, quando aparecem jogadores que falam diferente e que mostram insatisfação, surge uma polêmica.

O Róger simplesmente foi sincero e espontâneo. Ele não desrespeitou o treinador em nada. Só falou o que acha dessa situação de rodízio. Por que criar uma polêmica sobre essa fala se ela é verdadeira e não ofensiva?

Qualquer pessoa tem todo o direito de se expressar, desde que não seja ofensivo, que não ataque ninguém, que a fala seja verdade e não uma mentira (e também não sejam distorções de informação). Aí é opinião, a liberdade de expressão usada do modo certo é assim.

No futebol atual, é difícil ver jogadores saírem da zona de conforto e mostrarem o que sentem.

O Vítor escolheu ficar trocando o time em todos os jogos. Se ele está certo ou errado, não importa para ninguém, a escolha é dele. Mas quem está envolvido nessa situação pode e tem o direito de dizer se está tudo bem ou se está incomodado com alguma coisa. Acho normal o que o Róger Guedes falou e acho normal a fala do Vítor Pereira.

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