Análise: Vítor Pereira acerta em decisões, Corinthians faz jogo parecer ganhável, mas só empata

Logo aos quatro minutos, um primeiro baque e novo acerto: Fagner sofreu uma torção, pediu para sair, e o técnico teve de improvisar um lateral-direito. Colocou Lucas Piton, um lateral-esquerdo, na função.

Parecia loucura, mas deu certo. O Corinthians não se desequilibrou e, a partir da metade do primeiro tempo, conseguiu jogar um bom futebol. Em contra-ataque, Du Queiroz tocou para Jô, que achou Mantuan livre na pequena área. Era o lance do 1 a 0. Acabou sendo uma finalização desperdiçada.

Apesar de também ter Cássio trabalhando (como num chute de fora de Téo Gutiérrez), o Corinthians foi superior e teve as principais chances de gol, principalmente na etapa final. Foram chances perdidas com Jô (defesa do goleiro), Maycon (chute por cima), Fábio Santos (chute para fora) e outras mais…

O técnico português tentou mudar a partida com as entradas de Willian e Renato Augusto, que subiram o nível técnico, e na sequência Júnior Moraes e Gil, alterando novamente o esquema do time no final, com uma base de três zagueiros, laterais mais avançados e meias com liberdade para atacar.

Os dois times poderiam ter feito gols de pênalti. Téo Gutiérrez parou numa ótima defesa de Cássio. Fábio Santos, aquele que não erra pênalti, isolou bola em cobrança perto dos minuto finais

A vitória não veio, mas foi por pouco. Vítor Pereira foi muito bem em suas escolhas e, mais uma vez, ganha pontos com o torcedor. Nomes experientes como Cássio, Jô e Renato Augusto, que entrou bem na partida, destacaram-se no jogo. Nem as atuações irregulares de Raul e João Victor minaram o jogo.

Corinthians, ainda em formação e em processo de autoconhecimento, deu mais um passo importante fora de casa. Um empate de gosto amargo, mas que deixa mais sensações boas que ruins.

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